A sinceridade ainda parece ser meu maior defeito, este sentimento de dizer o que penso e sinto, não tentar disfarçar ou maquiar momentos...houve um tempo em que eu certamente criaria um personagem, mas isso perdeu o valor, hoje mesmo com os déficits eu não pretendo mudar, não neste sentido. Por anos planejei os meus passos, era “fácil” caminhar sabendo onde ir, mesmo quando vinha o tropeço, eu conhecia o caminho e onde poderia me agarrar, e rapidamente me recolocava em pé. Da vez que resolvi “deixar acontecer” me sentia um cego, mesmo sem saber o que esperar e pra onde ir eu sabia o que queria, não sei exatamente como poderia ter sido, mas o que aconteceu não foi tão bom como um dia fora sonhado... é ruim olhar para trás e ver que perdi uma chance, e pior é saber que de algum modo decepcionei uma expectativa, essa sensação de derrota me coloca em xeque e me faz refletir sobre o que aconteceu até aqui, não sei o peso que este fato terá, mas como sempre não vou me dar por vencido...o copo ainda esta meio cheio...chega a ser engraçado e estranho saber que por algum motivo eu permiti baixar todas as defesas, e simplesmente deixar “fluir”, a chance que tinha de aproximar ainda mais, me traz a sensação de que ampliou o abismo...
Depois de tanto refletir, cheguei a conclusões interessantes, conclusões estas que pretendo fazer regra daqui para frente, depois de tanto aconselhar os outros, acredito que é hora de seguir meus próprios conselhos, é hora de colocar em prática as teorias que aprendi nesta vida, hora de escolher minhas metas e priorizá-las, tentar viver “apenas a minha vida” por mais que eu saiba que isso é difícil... vou buscar aquilo que eu acredito ser melhor pra mim... Por mais que tenha sido “estranho” o nosso encontro, por mais que possa ter estragado todas as possíveis expectativas, isso serviu para abrir meus olhos e ver não apenas olhar, sempre procurei caminhar ao lado de pessoas “melhores” para que eu pudesse evoluir, acho que foi este fato que me aproximou. Não vou ficar tentando explicar ou entender o que aconteceu, por mais que eu escreva, pense ou fale, até porque não posso mudá-lo, mas posso aprender e não permitir que aconteça novamente.
Não sei o que virá, não sei o rumo que daremos, a decisão não será minha, hoje pretendo colocar não um ponto final, mas sim uma virgula neste passado, continuar caminhando e olhando para frente, vivendo um presente e construindo um futuro melhor, do mesmo modo que aprendi a não desistir, aprendi a não forçar...”só posso fazer a minha parte”...e viver os meus dias, buscando algo maior...
FORÇA E ESPERANÇA SEMPRE
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