segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Decisões




Por medo, covardia,
comodismo, insegurança
ou... sei lá!

Não quero mais enigmas
que devoram minhas expectativas

Nem a face enrugada da tristeza
refletida no meu espelho.

Quero recriar a canção da minha vida
em notas de alegria

E resgatar o projeto original
da menina que era
feliz e sabia.

Hoje eu disse adeus
às promessas vãs construídas
em séries

E abandonei as utopias
feitas em cerâmica que trincaram

Não mais emprestarei minha alma
a moldes disformes

Nem usarei as lágrimas
para umedecer o barro sem
arte.

Não quero o martírio de um paraíso
do outro lado do muro

Nem o mapa para que eu siga
pistas de potencial vitória.

Quero a felicidade beijando
minha boca com sofreguidão

E o amor presente fazendo
bagunça no meu coração...

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