Nestes meus anos de vida nunca escolhi as pessoas para
entrarem ou saírem da minha vida, sempre deixei a porta aberta e elas escolhiam
se entravam ou saiam, sempre me fizeram falta todas que saíram e as que nunca
entraram, mas sempre procurei valorizar mais as que optaram por ficar.
Nos atuais “tempos modernos”, as pessoas se sentem
sufocadas, e buscam desesperadamente uma saída, essa saída pode ser um emprego
novo, uma viagem longa, um amor novo e ate uma religião nova, no fundo no fundo
todas buscam a mesma coisa, aceitação, seja auto aceitação ou hetero (por parte
do(a) outro(a)) aceitação, a necessidade de se sentir aceito, pertencente é em
grande parte causada pela falta de auto conhecimento, as pessoas nestes tempos
tecnológicos aprenderem a valorizar as coisas e a competir por espaços com o
resto do mundo, e nesta luta desenfreada esquecem-se de saber quem são, o que
gostam, o que realmente querem, sonham com muitas coisas, e se perdem no meio
das ilusões e acabam se sentindo mais pressionadas a medida que o tempo passa.
A família cobra a moça pelo casamento que não veio, cobra o homem pelos
herdeiros, à sociedade cobra de ambos maiores conhecimentos e diplomas, as
próprias pessoas se cobram por não ter isso ou aquilo, então as pessoas passam
por pessoas em busca de algo que muitas vezes não sabem o que é, e quando
encontram algo que julgavam necessitar descobrem que não e’ o que imaginavam, e
tudo recomeça.
Quantas pessoas que eu conheço que se isolaram do mundo, se
trancando em verdadeiras fortalezas, para que assim não fossem feridas ou
magoadas, e um dia acordam e se veem sozinhas e notam que as pessoas não
tentaram escalar as altas torres, desesperadas elas saem correndo tentando
recuperar o tempo perdido, tentando encontrar por respostas, por uma razão,
então namoram o primeiro que aparece, trabalham para qualquer um por qualquer
valor, aceitam o que vier sem nem questionar, buscam fé no Divino, mas não no
Divino de antes, mas no Divino do vizinho do amigo, pois este é “melhor”.
Lembro-me sempre do texto de Dumont “o Homem e as Viagens”, no qual ele
descreve essa incansável luta para descobrir e conhecer novos lugares e coisas
e pessoas, sendo que a maior busca de cada um é conhecer a si mesmo e aceitar a
si mesmo como é, e não como deseja ou sonha em ser.
Cada pessoa acredita na verdade que quer, assim como cada um
vê no outro o que quer ver, a beleza
está nos olhos de quem olha e não de quem é observado.
Aprenda a olhar mais para você e buscar as suas verdades,
busque conhecer mais o outro além do que ele (a) aparenta ser, observe,
conheça, sinta e acima de tudo viva intensamente a vida.
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